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Rocky Mountains em 6 dias – PARTE 2

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Assim começa a segunda e última parte da viagem para as Rockies, para relembrar, a última parada foi no Icefield Centre no Parque Nacional de Jasper. Agora destino é Canmore, uma pequena e charmosa cidade à cerca de 200 km  de distância no nosso ponto anterior.

Desta vez a hospedagem foi no chalé “Inn of the Rockies”, e depois da noite num hotel que nem recepção tinha, tivemos uma casa só para nós com 2 andares, 2 quartos e de quebra um poster na recepção com aviso de urso na área. Outro detalhe sobre Canmore… Há uma churrascaria Brasileira na cidade, must go!

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Dia 3 – No terceiro dia da viagem, coincidentemente tínhamos 3 tarefas: ir ao Peyto Lake, o famoso Lake Louise e o não menos lindo Moraine Lake. Primeira parada: Peyto Lake – Para chegar no lago, um curto hiking de 15 minutos a partir do estacionamento, tempo que não é nada perto da beleza que está por vir. Peyto é um lago de águas glacias de águas azuis, que de tão azul parece tinta, uns dizem que é que é simplesmente ilusão de ótica, mas na verdade ele fica assim no verão devido às partículas de rochas, que ficam suspensas e dão ao lago esta cor turquesa e brilhante ao mesmo tempo. Este lago, devido a sua altitude, fica congelado a maior parte do ano. Os turistas não conseguem ter acesso à esse lago, é só para olhar de cima mesmo.

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Depois do encantamento de Peyto e quase 50 km para frente , chegamos no lago mais famoso e mais glamouroso de todos, o Lake Louise. Assim que chegamos já se nota que a estrutura para turista é bem grande, mas ainda nada de lago à vista. Depois de uma rápida caminhada lá está ele, o grandioso Lake Louise.

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Logo depois da primeira vista já se entende o porquê da fama, o lago tem águas azuis cristalinas que contrastam com as canoas vermelhas alugadas pelos turistas e é emoldurado por uma montanha com neve em pleno verão. No Lake Louise também tem o mundialmente famoso Hotel Fairmont, com suas suites mais baratas custando a partir de $669 e as mais caras custando $2060 a diária. Para quem não tem ou não quer gastar todo esse dinheiro, a dica é  ir no restaurante do hotel, sentar com vista para o lago e apreciar a vista panorâmica. Depois de um breve happy hour com ótimos preços é hora de encarar mais estrada rumo ao Moraine Lake.

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De novo, só para lembrar… nada de urso.

Quando você pensa que nada mais te surpreende, chega mais uma maravilha para lembrar que Rocky Mountains é assim, cheia de surpresas. Moraine Lake é um lago menor que fica num vale e também tem um pequeno complexo turístico e, mais uma vez, água limpa e azul. Rodeado de natureza e esquilos, este lago é perfeito para quem está com o sua cara metade, pois é super romântico, quer dizer, super lindo.

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Canmore: www.canmore.ca população:12,288 (2011) área:68.90 km2

Dia 4 – Banff. O dia começa com um belo café da manhã no chalé e depois de novo malas prontas para pegar estrada, mas antes uma parada para conhecer a cidade de Banff, uma cidade pequena, linda e perfeita, que foi desenvolvida junto com a construção da Transcontinental Railway lá em 1883. Tudo parece fazer parte de um cenário montado, e além da natureza a cidade possui muitas lojas de souvenirs e artesanato local. Quem vai à Banff tem que visitar o chocolateria Mountain Chocolates que fica no coração da cidade e tem a melhor seleção de fudge* que você pode imaginar.

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Mountain Chocolate: 200 Banff Ave, Banff, Banff National Park, Alberta

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Banff: www.banff.ca – população: 7,584 (2011) – área 88 km2

O tempo parece que voa enquanto você está na Rockies, e depois de muitas fotos, sorvete e compras… é hora de de dar adeus à Alberta rumo à Revelstoke, BC. Antes de chegar no destino final, uma paradinha num lago azul no meio da estrada para um piquenique, quem sabe não seria a hora de ver um urso? Mas que nada. Uma coisa que é bem legal durante a viagem nas Rockies, é que se pode sempre parar o carro para descansar, pois sempre tem algum lugar com mesa de piquenique, banheiro e uma linda vista.

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Depois do piquenique e mais 283 km em 3 horas chegamos em Revelstoke, uma cidade super visitada no inverno devido às montanhas para esqui, snowboard ou mesmo para os adeptos ao snowshoes. Apesar de todo este apelo para o inverno, no verão tem as trilhas e gondolas com vistas lindas e muita aventura. Como não havia muito tempo para todos esses passeios,  a visita ficou mesmo com uma tour pela cidade e mais uma visita a um restaurante, que por sinal muito bom, temático e rústico, o The Village Idiot.

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Revelstoke: www.cityofrevelstoke.com  / www.revelstokemountainresort.com população 4.051 (2011)  área 925.52 km2

Dia 5:  A viagem está acabando e apesar de já ter deixado as Rockies, ainda sobra deslumbramento com toda a beleza ao longo do trajeto.

Hoje estamos a caminho da última cidade, Kelowna, que fica 197 km de Revelstoke. Antes porém, uma breve parada em Vernon por pura curiosidade. Primeira impressão: tão quente que parecia o verão do Brasil. Quem disse que no Canadá não faz calor? Depois de Kamloops, Vernon é a maior cidade que visitada até agora, tem mais comércio, mais gente nas ruas e um centro relativamente grande em comparação do que já tínhamos visto.

Coisas para fazer em Vernon: atividades aquáticas, como mergulho, canoagem, trilhas e muito eventos outdoor no verão. No inverno, a água dá lugar a neve e o ski e o snowboard toma conta da cidade. Como o calor estava intenso, a aparada foi breve e logo voltamos para a estrada com destino à Kelowna.

Vernon: www.vernon.ca  População: 4.051 (2011) área 925.52 km2

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Há 50 minutos de Vernon… Kelowna é um pequeno de paraíso às margens do Lago Okanagan. Esta cidade é onde os canadenses de British Columbia costumam passar as suas férias. Considerada de médio porte,  a cidade tem toda a cordialidade de uma cidadezinha do interior. Depois de chegar no hotel e aproveitar um pouco de ar condicionado, a escolha foi unânime: um almoço com vista para o lago com cerveja gelada!

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O lago Okanagan tem um parque aquático com muitas atividades para as crianças e adultos durante o verão. É fácil encontrar músicos ao ar-livre, gente fazendo piquenique e muitos, mas muitos barcos, lanchas, jet-skys, stand-up boards, e tudo mais que sua mente puder lembrar em termos de transporte aquático. O centro da cidade é superlindo, limpo e bem organizado, e depois de um breve descanso partimos para a montanha para ter uma vista de cima da cidade. Uma coisa interessante que tem em Kelowna e não se vê em Vancouver são os sprays de água para refrescar nos lugares públicos. Bem, depois de happy hour regado a cerveja e nachos a próxima parada ficou mesmo no quarto do hotel com ar-condicionado ligado no último.

Dia 5–  Antes de dizer adeus para Kelowna, tivemos um café da manhã bem canadense no Denny’s, que nos acompanhou muito nesta viagem. Com as malas já no carro, fomos até o famoso campo de lavanda da Okanagan Lavender Herb Farm.  O campo é uma fazenda que vive da lavanda e que tem uma loja com produtos próprios, além do passeio pelo campo, que é lindo e cheiroso, com direito a árvore do pedido e outras atrações. Depois da parada obrigatória na lojinha para comprar todos os produtos de lavanda do mundo (chá, cremes, shampoo, mascara relaxante, oleo do sono, perfume e até cupcake de lavanda), tudo isso numa paz e com vista para o lindo e lilás campo de lavanda.

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A região do Okanagan Valley é super famosa por seus vinhos, produção de uva e frutas, por isso não poderia faltar uma visita na majestosa Mission Hill Winery. Quando se chega na vinícola, logo se percebe a grandiosidade do lugar, parece que nem estamos no Canadá, mas sim em alguma vinícola da França.

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Para os entusiastas dos vinhos, vale a pena ir visitar a vinícola e participar de um tour para visitante, como o Winery Tour, Sommelier Tour ou o Group Tour, que sempre acabam com uma maravilhosa degustação no mundo dos vinhos. A degustação também pode ser feita sem os Tours, e tem todos os níveis de preços possíveis. Dica para quem está dirigindo: água gaseificada de pêra, parece um suco, super refrescante!

Vinícola www.missionhillwinery.com/

Kelowna: www.kelowna.ca população:106,710 (2006) área: 211.8 km²

Assim chega a hora de voltarmos para a não menos linda Vancouver, mais 4 horas e meia de viagem e um monte de histórias para contar. Foram seis dias de muita quilometragem, muitas histórias e muitas coisas novas que vão ficar na memória. Tem gente que faz em 4 dias, tem gente que faz o caminho inverso do que fizemos, tem gente que vai acampando e também tem gente que vai de trailer. Nós visitamos as Rockies em 6 dias, conhecemos mais de 9 cidades e com um grande desejo de poder voltar  mais vezes…

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